Duplicação de trecho da BR-277 será paga com pedágio mais caro, denuncia Elton Welter

O líder da Oposição, deputado Elton Welter (PT), trouxe a público esta semana detalhes do Termo de Ajuste celebrado entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) e a Concessionária Rodovia das Cataratas S.A (Ecocataratas) para a duplicação da BR-277, no trecho de 14,37 km entre Medianeira e Matelândia, no Oeste do Estado. Cópia do documento foi remetido esta semana à  Assembleia Legislativa em razão de requerimento à  Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística apresentado pelo parlamentar em fevereiro último.

Welter lembrou que a obra havia sido anunciada pelo governador do estado em setembro do ano passado como se a concessionária estivesse prestando um favor ao Estado, uma vez que estaria desobrigada de realizar a obra que teria sido excluída do contrato original.!

Reajustes futuros

No pronunciamento, Welter destacou que a obra é reivindicação antiga das lideranças e da população, que querem ver duplicada toda a extensão de Foz do Iguaçu a Cascavel!. Porém, segundo Welter, o Termo de Ajuste firmado traz vantagens apenas para a concessionária.

A obra está orçada em R$ 50.585.809.73 e, caso não se ultime o que o governo chama de !´processo de revisão amigável!´, consistente na revisão global dos contratos do pedágio, a Ecocataratas já garantiu reajustes futuros sobre todas as tarifas praticadas nas praças do Lote 3.!

O deputado petista explica que no Termo de Ajuste, a concessionária acertou, como contrapartida e com a anuência do secretário de Infraestrutura e Logística e do DER/PR, Pepe Richa, um reajuste de 3,82% a partir de dezembro de 2013 e mais 3,82% em dezembro de 2014, independente dos reajustes contratuais anuais previstos nos contratos de concessão!.

Taxa

Welter revela ainda, que além do aumento do pedágio, o governo do estado também aceitou que as obras sejam realizadas sem medição e fixou uma taxa interna de retorno de 12%.

Esta taxa é alta se considerarmos que a ANTT já anunciou que vai estabelecer taxa interna de retorno de um dígito nas próximas concessões de rodovias no país.!

O líder da Oposição frisou ainda que o governo Beto Richa aceitou para o cálculo da tarifa uma taxa de crescimento anual do fluxo de carros de 3,5% quando, no período de 2008 a 2010, esse crescimento médio foi de 7%. O governador tem negociado mal os interesses do próprio Estado, e os interesses dos usuários. Esta negociação vai custar caro ao bolso dos paranaenses!, concluiu.

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