UPS: caso de suspeita de tortura no Uberaba é denunciado pela OAB

por Fernanda Leitóles, via Gazeta do Povo

Governo do Estado do Paraná inspira-se em UPPs do Rio e ocupa bairro em Curitiba. Foto: Giovani Santos/Divulgação.
Uma denúncia de suspeita de tortura na ocupação no bairro Uberaba, em Curitiba, foi relatada à  Comissão de Direitos Humanos da seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O caso ocorreu na última quinta-feira (1!º), data da instalação da Unidade Paraná Seguro (UPS) no bairro, e foi comunicado à  imprensa pela OAB nesta segunda-feira (5). A Unidade Paraná Seguro (UPS) tem o objetivo de aproximar a comunidade das policias civil e militar, bem como da Guarda Municipal, e reduzir a criminalidade na região.

De acordo com vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Isabel Mendes, moradores do bairro denunciaram que um rapaz, de 19 anos, foi abordado por policiais militares na quinta-feira. Ele teria sido levado do local e ficou desaparecido por aproximadamente 5 horas. O rapaz apanhou e teria sido deixado por horas num porta-malas de um veículo, segundo a OAB.

A família !“ que é de baixa renda !“ reuniu as economias para contratar um advogado, mas o rapaz reapareceu no Uberaba ainda na quinta-feira. Ele estava machucado e relatou que havia sido espancado por policiais militares. Ele teria sido levado por engano. O rapaz apanhou bastante e está acamado!, afirmou a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB comunicou oficialmente o fato à  Secretaria de Justiça, Cidadania, e Direitos Humanos (Seju) na manhã desta segunda-feira. A responsável pela pasta, Maria Tereza Uille Gomes, determinou que uma equipe da secretaria acompanhasse a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB até o Uberaba. Isabel Mendes e a equipe da Seju irão levar o rapaz até o Instituto Médico Legal (IML). Ele fará exame de corpo de delito ainda nesta segunda-feira.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Justiça, o caso foi relatado ao Comando da Polícia Militar nesta manhã.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, por volta das 11 horas, e aguarda o retorno. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que somente a PM irá se pronunciar sobre o caso.

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