PSDB falha em formar novos líderes, diz revista ‘Economist’

da Folha.com

José Serra,a grande fera! do PSDB.
A edição da revista britânica “The Economist” que vai à s bancas nesta semana destaca a entrada do ex-governador José Serra na disputa eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

De acordo com a publicação, a “entrada tardia’ do ex-governador na corrida eleitoral evidencia fracasso do PSDB para formar uma nova geração de líderes.

A revista diz que a derrota de Serra na eleição presidencial de 2010 convenceu os tucanos de que havia chegado a hora de lançar uma cara nova para a corrida municipal, mas que a falta de novas líderes para representar o partido fez com que Serra voltasse a ser “a grande fera” do PSDB.

Principalmente depois de o prefeito Gilberto Kassab ter aberto negociações com o PT para uma aliança em torno da candidatura de Fernando Haddad.

A reportagem afirma também que a entrada de Serra nacionaliza a disputa municipal e que é o nome do partido que pode deter o plano petista de avançar sobre São Paulo, enxergando na conquista da capital paulista um trampolim para ganhar a eleição para o governo de São Paulo em 2014.

Serra formalizou nesta semana seu desejo de concorrer à  prefeitura da capital paulista. Na carta que entregou à  direção municipal do partido, ele diz que decidiu se candidatar depois de refletir “intensamente sobre a situação do país” e sobre o “avanço da hegemonia de uma força política”. Serra definiu a eleição em São Paulo como “uma disputa entre duas visões distintas de Brasil, duas visões distintas de administração dos bens coletivos, duas visões de democracia, duas visões distintas de respeito aos valores republicanos”.

A reportagem também lembra que será usado contra ele o fato de ter renunciado à  Prefeitura de São Paulo em 2006 para disputar o governo do Estado, apesar de ter registrado em cartório documento em que comprometia em cumprir o mandato de quatro anos.

“Serra deixou [a prefeitura em 2006] apenas 15 meses depois [da posse], apesar de ter prometido durante a campanha que serviria o mandato completo. Esse é seu principal passivo. Os eleitores suspeitam que ele ainda alimenta ambições presidenciais e que pode abandonar seu mandato de prefeito.”