A ameaça de rompimento dos partidos aliados ao governo Dilma

Comete um equívoco quem acha que os partidos da base aliada do governo federal ensaiam rebelião apenas por cargos. Os descontentamentos vão muito além do fisiologismo. Tem a ver com as eleições de outubro.

Colocar todas as legendas no mesmo saco do fisiologismo é erro grotesco, má-fé ou sacanagem mesmo.

Vários partidos (PR, PTB e PSC) falam em decidir conjuntamente a possibilidade de migrarem para a oposição ao governo Dilma. Perfeito. A mobilidade política faz parte do jogo democrático.

à‰ claro que dentro desta macro-disputa há aqueles que se mobilizam somente pelo fisiologismo e pelo varejo. Afinal, ninguém é de ferro no Congresso Nacional ou em qualquer outro poder da República.

Se o governo da presidenta Dilma é de composição, é óbvio e justo que todos os partidos que ajudaram elegê-la tenham espaço no governo. Portanto, a meu ver, nada de imoral ou ilegal na reivindicação das legendas aliadas que lutam por um lugar ao Sol.

Agora, reduzir a Tensão Pré-Eleitoral e a luta política a uma simples disputa fisiológica por cargos é uma ação despolitizada, antidemocrática e boba (para não dizer um tiro no pé).