Semana Pedagógica: Governo do PSDB copia Lerner e avança na privatização da Educação

Publicado em 1 fevereiro, 2012

Meroujy Cavet, a secretária da Educação (de fato).
A Semana Pedagógica de retorno à s aulas na rede pública, organizada pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), acontecerá de quinta (2) a terça-feira (7). A atividade deste ano, a exemplo de 2011, será marcada pela pobreza de conteúdo (clique aqui para ler a íntegra) e por um retumbante retorno ao passado. Mais precisamente, uma volta à  era Jaime Lerner (1995-2002), o pior governador que a Educação já pôde experimentar.

Conforme o cronograma de ações da Semana Pedagógica, no último dia de intensão (terça, 7) dedicar-se-á ao debate acerca do programa Pais Presentes na Escola!. Uma cópia malfeita do programa Gestão Comunitária! da época dos secretários Ramiro Wahrhaftig e Alcione Saliba.

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A ideia central do programa Pais Presentes na Escola!, embora não esteja claro aos mais desavisados, é transformar a comunidade em força de trabalho gratuito dentro dos estabelecimentos de ensino. Ou seja, aos poucos, os pais vão substituindo o papel do Estado fazendo pequenos reparos nas edificações, realizando aulas de reforço aos alunos, dentre outras barbaridades. Um Amigo da Escola! piorado com viés mais privatizante ainda.

Além disso, confunde-se a tarefa de educar (da família) com a de ensinar (do professor) nas salas de aula. O Estado, neste caso, exime-se de todas as responsabilidades — inclusive a de articulador, pois os provedores são os próprios pais que pagam pesados impostos.

Nesse espírito de abrir! o estabelecimento de ensino à  comunidade, pensa-se em retomar os bingos, as festas, os bailes, etc., com o objetivo de arrecadar dinheiro para as emergências cotidianas. Também não se descarta a cobrança de taxas. Afinal de contas, os pais precisam assumir responsabilidades na escola… Esse formato de financiamento da Educação fora totalmente banido na gestão do ex-governador Roberto Requião (2003-2010), que entendia ser uma obrigação exclusiva do Poder Público.

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Para o governo do PSDB no Paraná, no entanto, Educação é sinônimo de gasto, não de investimento.

A proposta neoliberal para a Educação consiste na otimização! (corte) dos gastos públicos em Recursos Humanos (salário, formação, contratação de professores). Ao mesmo tempo preocupa-se com o aspecto físico das escolas (sempre bonitinha). Mas, para esse modelo funcionar é fundamental a cooptação política de um agente: o diretor.

Queremos o compromisso dos diretores e da comunidade escolar para alcançar as metas propostas. A educação dos nossos alunos deve ser prioridade de todos!, disse o secretário Flávio Arns, também vice-governador, durante uma reunião técnica realizada no Centro Estadual de Educação Profissional Newton Freire Maia, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, em dezembro de 2011.

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Os contratos são documentos que fixam objetivos, formalizam metas de redução de gastos e estabelecem prioridades em cada área da gestão pública. Sua implantação faz parte da estratégia de modernização administrativa!, confirmou o governo tucano na Agência Estadual de Notícias.

O diabo é que feito o desmonte da Educação, necessariamente, um novo governo mais comprometido com a escola pública, gratuita, universal e de boa qualidade precisará de uma década para recompô-la. à‰ o ciclo. à‰ a política como ela é, caro leitor, sem Photoshop.

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