Professores do Estado ficam sem salário de fevereiro; em Maringá e região são mais de 500 nesta situação

por Poliana Lisboa, via O Diário

Professores de Maringá e região ficam sem salário neste mês.
Dois meses. à‰ o quanto os professores da rede estadual de educação vão ter de trabalhar antes de receber o primeiro salário em 2012. Os profissionais foram contratados ainda no início de fevereiro por meio do Processo de Seleção Simplificada (PSS) e nomeados pelo concurso público realizado em 2007.

Por “questões burocráticas”, informou ontem o Núcleo Regional de Educação de Maringá (NRE), o pagamento de fevereiro dos docentes, que deveria ser efetuado em 1!º de março pelo governo do Estado, só deve ocorrer no início de abril.

Para o NRE, a situação não é excepcional. A coordenadora de Recursos Humanos do núcleo, Ana Cristina da Silva, disse que não houve tempo hábil para elaborar os contratos de todos os professores. “Como a folha de pagamento de março é gerada no início de fevereiro e os contratos não estavam todos prontos naquela época, não temos o que fazer.

Eles só receberão se houver folha complementar em março, caso contrário, o salário vem retroativo a fevereiro no pagamento do início de abril”, explicou.

Uma das professoras que está trabalhando desde o dia 1!ª de fevereiro mesmo sem a certeza de quando receberá o primeiro pagamento é Sirlene Vieira dos Reis. Ela leciona Matemática e foi contratada pelo PSS pelo sexto ano consecutivo.

“Todo ano é essa novela. Não sabemos quando vamos receber. Tem vez que o Estado faz uma folha complementar e recebemos antes, em outros anos, apenas em abril mesmo”, relatou.

Para lidar com a falta do pagamento em dia em uma época de tantos gastos, Sirlene aperta o orçamento do fim do ano. “à‰ o jeito. Tento economizar, fazer uma reserva, porque sei que o mais provável é que só receba em abril. Caso contrário, as contas começam a acumular. E, mesmo assim, parece que a contensão não faz milagres. Já tenho algumas contas atrasadas e o Estado não paga os juros sobre o retroativo. Na verdade, o governo não está nem aí para a gente.”

A situação de Sirlene é compartilhada por 193 professores contratados pelo concurso de 2007 e mais de 400 docentes e servidores pelo PSS em Maringá e região – o número exato de contratados pelo processo não foi informado pelo núcleo, que abrange 25 municípios. A questão está na pauta da reunião que acontece hoje, à s 16h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato).

Por enquanto, a única opção de Sirlene é acompanhar as discussões do sindicato e Secretaria de Estado da Educação (Seed) e torcer para que o resultado seja positivo para os trabalhadores. “Ninguém fala nada, então fico acompanhado nas notícias da internet para ver se há alguma novidade.”

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