Londrina 2012: Petista Márcia Lopes acredita que pode ficar com ‘voto tucano’

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por Edson Ferreira, via Folha de Londrina

Márcia Lopes.
Tradicionais rivais nas urnas e defensores de ideologias políticas opostas, PT e PSDB podem ter algo em comum nas eleições municipais de Londrina: parte do eleitorado. Pelo menos, essa é a avaliação da pré-candidata petista ao Executivo, a ex-ministra Márcia Lopes. Ela afirmou que pode ser beneficiada, caso se confirme o apoio dos tucanos ao pré-candidato do PP, o vereador Marcelo Belinati. De acordo com Márcia, a ausência do PSDB como cabeça de chapa pode desgastar a imagem do partido junto ao seu eleitorado e uma parte migraria para outras candidaturas, inclusive para o PT.

”Eu acho que é um prejuízo sim (um grande partido não lançar candidato). O PSDB tem um projeto e isso a gente viu nas eleições presidenciais. O Hauly não saindo há uma migração dos eleitores dele, parte para a minha candidatura”, afirmou ela, em entrevista à  FOLHA.

Questionada sobre qual seria o perfil deste eleitor que iria para a sua candidatura, a ex-ministra definiu como ”setores médios da sociedade, empresariado, alguns setores da igreja que têm votado no Hauly”. Márcia informou ainda que mantém um bom relacionamento com o secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly (PSDB). ”Mas é claro que vamos buscar votos em todos os lugares”, complementou a pré-candidata.

Sobre as alianças para as eleições municipais, Márcia explicou que o cenário nacional não será determinante para as conversas com os partidos. ”Para as nossas aqui, estamos levando em conta o cenário local.” Ela informou que a orientação da executiva nacional do PT é para que sejam evitadas alianças com DEM, PSDB e PPS. ”Mas isso tem que ser muito conversado”, advertiu, confirmando que já se encontrou com o pré-candidato pepessista à  Prefeitura de Londrina, Tercílio Turini. Ela informou que ainda não está definido o nome do vice. Quanto à  repetição da parceria com PDT, partido do atual prefeito de Londrina, Barbosa Neto, e importante aliado em Brasília, Márcia negou taxativamente. ”Impossível.”

Na avaliação da petista, os oito anos da administração Nedson Micheleti (2000-2008) não prejudicam a imagem do PT em Londrina. ”Não se trata do PT, se trata do perfil do candidato. O próprio Nedson sabe que terminou o mandato com críticas, mas mesmo na atual administração tem críticas em várias áreas.”

A ex-ministra afirmou que a sua candidatura teve grande influência do ex-presidente Lula e da cúpula do partido, mas ela evitou confirmar como será a participação dele e da presidente Dilma Rousseff na campanha. ”Posso dizer que Londrina é uma destas cidades estratégicas para nós”, despistou.

Cargo na ONU

Cogitada para um cargo na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no começo deste ano, a ex-ministra confirmou que houve o convite para ser consultora da entidade para a América Latina, mas garantiu que vai seguir na disputa eleitoral em Londrina. ”Eu já firmei esse compromisso aqui e posso garantir que as forças estão concentradas na pré-candidatura.”

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