Empresas fazem contraproposta a motoristas e cobradores; greve no transporte coletivo deverá continuar

Motoristas e cobradores fazem passeata em Curitiba. Foto: Hugo Harada/ GP.

A queda de braço entre empresas e trabalhadores do transporte coletivo em greve na capital paranaense desde ontem parece longe do fim.

Nesta manhã, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e região (Sindimoc) e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Setransp) participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A proposta da classe patronal, que será levada pelo Sindimoc aos trabalhadores na assembleia que acontece ás 14h de hoje, foi de 10,5% de reajuste no salário, R$ 200 de vale refeição, além de um abono único de R$ 300 no salário de junho.

Outra decisão tomada na audiência é de que, independente do fim da greve ou não, caso 70% da frota não seja colocada nas ruas, o Sindimoc terá que pagar uma multa de R$ 300 mil, o triplo do valor fixado ontem.

Segundo informações extra-oficiais obtidas pelo blog, os trabalhadores deverão rejeitar a proposta e manter a greve. Eles reivindicam aumento de 15% e vale-refeição de R$ 300.

O prefeito Luciano Ducci (PSB) disse que o motivo da greve é político e garantiu que não pretende aumentar o preço da passagem.

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