18 de fevereiro de 2012
por esmael
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Festas dos acionistas privados: Sanepar (governo do Paraná) reajusta em 16,5% tarifa d’água

por Danilo Marconi, via Folha de Londrina

Os consumidores paranaenses vão pagar mais caro pela água a partir de abril. A Sanepar anunciou ontem reajuste de 16,5% da tarifa de água e de esgoto. A tarifa mínima (10 metros cúbicos) passará de R$ 18,97 para R$ 22,10.

A Sanepar justificou, por meio de nota oficial, que ”durante o período, a inflação acumulada (IGPM) foi de 42,9% e o salário mínimo teve reajuste de 109,61%”.

Silas Gerônimo é dono de uma lava rápido no Jardim Sabará (Zona Oeste) e ficou surpreso com a notícia. ”Para mim é como uma bomba. Essa é a matéria-prima do meu trabalho e o problema é a elevação do custo”, reclamou.

Ele trabalha com a mulher, o filho e a nora. O grupo lava em média 300 veículos por mês ao custo de R$ 25 cada. Gerônimo pode aumentar o preço do serviço em virtude do reajuste da água. ”O problema é que a gente não pode repassar esse reajuste de imediato para o cliente, a concorrência está grande no mercado e posso perder cliente por isso. Aumenta a despesa e diminui minha margem de lucro”, analisou.

Antônio Lemos é o síndico do Edifício Arquiteto Julio Ribeiro, na Gleba Palhano (Zona Sul), e ficou preocupado com o reajuste próximo do período do dissídio dos empregados em condomínios, em maio. ”No bolso do morador (a água) vai impactar 2,8% porque o peso maior na despesa do condômino está no gasto com empregado”, disse.

O edifício conta com 76 apartamentos, que juntos consomem 1.092 metros cúbicos de água por mês. O volume poderia ser ainda maior se o prédio não contasse com duas cisternas de 5 mil litros d’água, cada. ”Usamos para lavar calçadas e regar as plantas. à‰ um modelo diferente, moderno

18 de fevereiro de 2012
por esmael
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Manchetes deste sábado

Jornais do Paraná

– Gazeta do Povo: Liminar do Tribunal de Justiça impede greve da Polícia Civil Leia mais

18 de fevereiro de 2012
por esmael
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Justiça proíbe greve de policiais civis no Paraná, mas a crise na segurança prossegue

por Felippe Aníbal e Heliberton Cesca, via Gazeta do Povo

Uma liminar expedida à s 20 horas da noite de ontem pelo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Miguel Kfouri Neto, proibiu os policiais civis do estado de entrar em greve e determinou o cancelamento da operação-padrão realizada desde a madrugada de quinta-feira. A paralisação estava programada para começar amanhã.

A decisão estabelece ainda multa diária de R$ 100 mil ao Sindicato das Classes Policiais Civis (Sinclapol) e ao Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) em caso de descumprimento da liminar. Horas antes, o Sinclapol já cogitava suspender a paralisação depois de uma nova reunião com o governo.

Na decisão, Kfouri classifica a greve de movimento paredista! e diz que ele é um risco à  segurança pública. Fica proibida qualquer espécie de paralisação parcial como, por exemplo, a chamada “operação padrão”; também está proibido a prática de atos como piquetes, obstruções ou a ocupação de prédios públicos.! O magistrado afirma ainda que o Estado pode requerer a intervenção da Polícia Militar, do Exército Brasileiro, da Polícia Federal e da Força Nacional! para garantir a ordem.

O presidente do TJ-PR argumenta que os servidores públicos têm direito à  greve, mas essa possibilidade não está regulamentada no caso em questão. Os policiais civis, em razão do caráter essencial e indelegável da atividade de policiamento, estão privados do direito de greve.! Ele diz ainda que o governo pode buscar o desconto dos dias dos servidores que paralisarem as atividades e cita a possibilidade de punição aos sindicalistas que estimularem a paralisação.

A incitação à  greve no serviço de policiamento, quando o objetivo claro é colocar em risco a ordem pública, como parece ser o caso de deflagração de movimento paredista de policiais à s vésperas do carnaval, autoriza o Estado do Pa!­!­raná a tomar providências para a punição imediata dos responsáveis dado que o objetivo de obtenção de melhores vencimentos acaba relegada a segundo plano pelos servidores envolvidos.!

Novo discurso

Procurado para comentar a decisão judicial, o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, não atendeu