Servidores de saúde de Curitiba param por redução de jornada

do G1 PR, com imagens da RPC TV

Os servidores municipais de saúde de Curitiba anunciaram na manhã desta segunda-feira (5), em ato na Praça Santos Andrade, que estão em greve. A paralisação, segundo o sindicato da categoria, é um protesto contra a exclusão de algumas categorias de funcionários da redução de jornada de trabalho concedida pela prefeitura. Eles também reclamam de mensagens enviadas pelo prefeito Luciano Ducci (PSB) à  Câmara de Curitiba, com alterações na estrutura sindical e trabalhista dos servidores.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) informou que 39 categorias aderiram à  greve. Entre eles, estão parte de serviços de hospitais, laboratórios, centros de urgências, postos de saúde e farmácias, o que deve prejudicar o atendimento à  população.

Ducci enviou à  Câmara Municipal uma mensagem que reduzia de 40 para 30 horas semanais a jornada de áreas da saúde que trabalham em demanda de stress. Desta forma, seriam beneficiados enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, técnicos em higiene dental e assistentes de consultórios dentários.

O Sismuc reclama que cerca de 1.200 funcionários (nutricionistas, psicólogos, bioquímicos, biólogos, farmacêuticos, orientadores esportivos e agentes administrativos) foram prejudicados pela exclusão.

A negociação com essas categorias estava inicialmente prevista para fevereiro de 2012, com implantação para 2013, o que desagradou o sindicato. Não há previsão de retorno à s atividades.

A prefeitura informou que não pode incluir esses servidores nas categorias que terão a jornada reduzida pelo projeto de lei em análise na Câmara porque eles trabalham na Secretaria de Saúde, mas não diretamente na área da saúde.

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