Presidente da Fiep cobra realização da reforma tributária

Campagnolo concedeu entrevista coletiva nesta quinta na sede da Fiep.

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirmou nesta quinta-feira (15) que se o governo federal não sinalizar já em 2012 que pretende fazer uma reforma tributária, dificilmente as mudanças sairão do papel na gestão da presidente Dilma.

O primeiro ano do governo da presidente Dilma está se encerrando e não foram feitas as reformas necessárias pera garantir a competitividade do setor produtivo brasileiro!, disse.

No segundo ano do mandato, é preciso que o governo pelo menos sinalize que tem a intenção de realizar as reformas, em especial a tributário. Se isso não acontecer, dificilmente isso será feito nos dois últimos anos do governo!, completou.

As declarações de Campagnolo foram feitas durante a coletiva em que a Fiep divulgou os resultados da 16!ª Sondagem Industrial. A pesquisa, elaborada pelo Departamento Econômico da entidade, aponta as expectativas dos industriais paranaenses para 2012.

O levantamento mostra que a elevada carga tributária brasileira foi apontada por 75,61% das empresas como a principal dificuldade que atrapalha a competitividade das indústrias no mercado interno.

O curioso é que, em todas as 16 edições da pesquisa da Fiep, a carga tributária sempre apareceu no topo da lista das principais dificuldades enfrentadas pelos empresários.

Segundo Campagnolo, em 2012 a Fiep seguirá trabalhando no movimento A Sombra do Imposto, lançado há um ano, buscando a adesão de entidades em nível nacional.

Pretendemos continuar batendo na porta da equipe econômica do governo para mostrar que precisamos de mudanças nessa área!, explica.

Quanto à s expectativas do setor industrial paranaense para 2012, a Sondagem da Fiep mostra que o otimismo dos empresários atingiu o menor nível dos últimos três anos. Do total de entrevistados, 76,95% afirmaram ter expectativas positivas para o ano que vem. O índice é dez pontos percentuais menor do que o registrado no último levantamento.

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