Por Esmael Morais

Kroton Educacional compra Unopar de Londrina por R$ 1,3 bilhão

Publicado em 16/12/2011

A unificação, quando aprovada, vai render 13.877.460 novas units pela companhia, representativas de 10,32% de seu capital social, já considerados os efeitos de diluição em caso de subscrição integral do aumento de capital e da própria incorporação, segundo a Agência Estado.

Tanto a Unopar quanto a Kroton não quiseram se pronunciar sobre o assunto, apenas emitiram notas através de suas assessorias.

As instituições – A Kroton Educacional é uma das maiores organizações privadas do país, atuando nas áreas de Ensino Básico e Superior, sob a marca Pitágoras. Atualmente, ela possui 45 unidades educacionais de Ensino Superior, em nove estados e 28 cidades.

Em Londrina, o grupo possui a Faculdade Pitágoras, que anteriormente era uma das maiores concorrentes da Unopar. Esta é a maior universidade privada do município e a maior do país de Ensino à  Distância (EAD), presente em 422 municípios em todos os estados do Brasil. Na região norte, tem cinco unidades distribuídas em Londrina, Arapongas (a 37 km) e Bandeirantes (a 108 km).

A assessoria de imprensa não revelou se haverá uma fusão entre a Unopar e a Pitágoras, mas informou que um dos principais objetivos da compra é unir as forças da Universidade Norte do Paraná e a Kroton para criar a maior plataforma de EAD, atuando em 767 cidades com mais de 616 pólos.

Juntas, as instituições terão 264 mil alunos no Ensino Superior, 281 mil estudantes nas escolas e Sistemas de Ensino e 1.000 localidades com unidades próprias, escolas associadas e polos de EAD.

Opinião dos professores – Um professor da área de Turismo, que pediu para não ser identificado, se disse surpreso com a notícia da venda da Unopar e ficou temeroso com o futuro da instituição.

“Ninguém falou nada disso conosco. Estou sabendo dessa venda agora. Fica até difícil a gente opinar sobre o que vai acontecer futuramente. Só sei que podemos esperar que mudanças virão, com toda certeza”, comentou.

Um docente da área de Comunicação, que também preferiu não revelar sua identidade, comentou que não houve surpresa no fato. “Nós já ouvíamos esses boatos há pelo menos dois anos, mas não sei o que esperar. Nós continuamos trabalhando normalmente e aguardamos por informações”, disse.

Outros dois professores foram procurados pela reportagem e disseram apenas que foram pegos de surpresa e preferiram não tocar no assunto enquanto não receberem diretrizes da administração sobre o futuro da instituição.