Beto Richa sozinho em 2014?

Governador Beto Richa.

As notícias não são nada animadoras para a oposição no Paraná, pois o governador Beto Richa poderá concorrer à  reeleição, em 2014, sem adversário à  altura.

O que é ruim para a oposição não é, necessariamente, ruim para o PT.

Vamos aos fatos. Ventos que sopram de Brasília indicam que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, continuará no cargo numa eventual reeleição de Dilma Rousseff.

Senadora com mandato até 2019, Gleisi poderá ser ungida sucessora da Dilma em 2018. Caso o projeto bata na trave, aí sim, a petista descerá do Planalto, também em 2018, para disputar o governo do Paraná sem precisar enfrentar nas urnas o tucano Richa. Projeta-se uma disputa sem rival, portanto.

Se o PT reduz o projeto político no Paraná em 2014 pensando no Brasil de 2018, igualmente fica reduzido o interesse pelo ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT). Isto não quer dizer que os petistas deixarão de marchar ao lado do neobrizolista. Pelo contrário. Poderão até fazê-lo para buscar a fidelização do partido na classe média curitibana, mas sem o entusiasmo de outrora.

Efetivamente, a mudança de objetivo do PT poderá mexer no jogo eleitoral na capital de todos os paranaenses. O prefeito Luciano Ducci (PSB) poderá ter pela frente uma oposição “meia-bomba” com objetivo estratégico reduzido e objetivo tático duvidoso para os demais partidos do campo.

Some-se a isso, o PSB caminha a passos largos para tornar-se a segunda força na base política de Dilma. O governador Eduardo Campos, de Pernambuco, mira no cargo ocupado hoje pelo peemedebista Michel Temer: a vice-presidência da República. Isso também poderá repercutir no humor político dos petistas paranaenses.

Resumo da ópera: somente Gleisi Hoffmann poderá fazer frente ao governador Beto Richa em 2014. Sem ela, o tucano voará sozinho na reeleição.

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