Pós-Derosso: Vereadores agora lutam pela própria sobrevivência política

Plenário da Câmara (Daniel Castellano/GP).

A queda do presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), que pediu afastamento do cargo por 90 dias, antes que o Ministério Público o fizesse, deixou uma horda de vereadores da base governista órfã politicamente.

A maioria dos parlamentares que torcia pela integridade política de Derosso, ou seja, que atravessasse incólume à s denúncias de irregularidades em contratos de publicidade, ao que parece, está desorientada, sem uma referência para o embate (?).

Se a Câmara era tida como um feudo de Derosso e Cia nos últimos 15 anos, agora, com o afastamento do tucano, aquela área vai se transformando numa terra de ninguém. Ou melhor: uma terra do cada um por si e Deus para todos.

Os vereadores perceberam que Derosso não era indestrutível politicamente como a maioria crera até o início desta semana. Portanto, daqui para frente, eles ensaiam lutar pela própria sobrevivência eleitoral (salvar a própria pele). Afinal, haverá um duro encontro com as urnas e um ajuste de contas com os eleitores no ano que vem.

Diante desse verdadeiro salve-se quem puder! estabelecido com o afastamento de Derosso, a pergunta que se faz na Câmara é a seguinte: o prefeito Luciano Ducci (PSB) conseguirá manter a maioria que vinha mantendo até então?

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