Outra marcha do milhão exige renúncia de militares egípcios

via portal Vermelho

Os egípcios participam nesta sexta-feira (25) de mais uma marcha do milhão, na praça Tahrir, para manter a pressão sobre a Junta Militar que, depois de desculpar-se pela morte de 36 manifestantes (veja o vídeo), negocia outro governo interino.

O ambiente tenso prevalece em todo o país, ainda que as manifestações de rua !“ diminuídas nas últimas horas !“ tenham sido importantes na simbólica praça do Cairo, em Ismailia e em Alexandria, onde ontem à  noite houveram confrontos perto da Direção de Segurança.

A decisão do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) de levantar uma grossa barreira de concreto e arame em uma rua próxima a Tahrir que conduz ao Ministério do Interior reduziu os enfrentamentos entre policiais e manifestantes.

Segundo constatou a agência cubana Prensa Latina, após os choques do sábado e domingo passados, a maioria das vítimas sofreu lesões por pancadas de cassetete e inalação de gás lacrimogêneo lançados pela polícia contra ativistas que queriam tomar a sede ministerial.

Enquanto isso, centenas de ativistas que protestam na praça Tahrir pelo oitavo dia consecutivo preparavam desde cedo o palco para uma marcha massiva convocada pela Coalizão de Jovens da Revolução e outras vinte organizações, incluídas várias islamitas e laicas.

“Sexta-feira pela justiça para os mártires”, em alusão aos falecidos pela repressão policial, é o lema que conduz a mobilização que também encherá ruas da Alexandria, apesar do ambiente volátil na segunda cidade do Egito, na costa do mar Mediterrâneo.

Com a homenagem, o protesto reiterará a exigência ao dirigente Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA) para que ceda de imediato o poder a uma autoridade civil e desista de seu interesse em plasmar prerrogativas para o Exército na futura Constituição.

Em um dos três comunicados que emitiu na quinta-feira, o CSFA pressionou manifestantes que, segundo assegurou, planejavam sair à s ruas nesta sexta-feira para apoiar à s autoridades militares, argumentando a necessidade de unidade em um momento tão próximo à s eleições parlamentares do dia 28.

A cúpula militarizada reconheceu que o Egito vive momentos críticos” e apelou à  “autocontenção” dos cidadãos, além de que em outro pronunciamento se declarou “extremamente arrependida pelos mártires (mortos) caídos nos últimos incidentes na praça Tahir”.

Além de ordenar uma investigação, o CSFA se ofereceu para visitar hospitais de campanha em Tahrir e prometeu “fazer de tudo” para impedir que se repitam esses choques fatais, mas por outro lado ratificou que as eleições se farão segundo o planejado e “sob qualquer circunstância”.

Apesar da situação volátil, os militares reafirmaram que formarão um novo Governo antes das eleições do dia 28, para o qual o chefe do CSFA, marechal de campo Mohamed Hussein Tantawi, se reuniu ontem com o ex-primeiro ministro Kamal Al-Ganzouri (1996-1999).

Al-Ganzouri, que ainda não respondeu à  possível oferta, dividiu os manifestantes entre aqueles que o vêem como uma pessoa de consenso e uma maioria que defende uma ruptura total com o passado, rechaçando seus serviços no cargo que ocupou Hosni Mubarak.

Fonte: Prensa Latina.

2 Comentários

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  1. volta hosni mubarak

  2. o povo egipcio era feliz e não sabia!implantar democracia no egito e dificil,pois essa milenar cultura ,segundo o meu conhecimento nunca foi democratica.o egito dos faraos esta na nossa dimensão de tempo.não e lenda ma um fato concreto .o egito pos independencia foram os presidentes ,abdel nasser,anuar sadat e osni ,somente tres que conheço na historia recente do egito.