CRISE NA SAÚDE: Sindicato dos Médicos contesta o médico Luciano Ducci

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR), através de nota oficial, manifestou insatisfação em relação à s declarações do prefeito de Curitiba, o também médico Luciano Ducci (PSB), que, em entrevista à  Rádio Banda B, culpou os médicos pela demora no atendimento aos pacientes nos Centros Municipais de Urgência Médicas de Curitiba.

Segundo Ducci, os problemas seriam causados pelos médicos que faltam ou saem mais cedo e não avisam!. Tal declaração é uma agressão à  categoria médica que não pode ser culpada por problemas da gestão e de falta de recursos para a da saúde.

O SIMEPAR, diz a nota, juntamente com os médicos que trabalham nos CMUM”s, vem há mais de um ano alertando as autoridades, entre elas o poder executivo municipal, sobre as condições precárias de trabalho e sobre a falta de segurança vivenciadas não somente pelos médicos, mas por todos os profissionais dos CMUM”s.

“Alertamos também para as escalas incompletas de médicos, havendo casos em que o mesmo profissional figurava como responsável por mais de um setor, como se fosse possível para um médico atender a dois pacientes ao mesmo tempo. Alertamos que a falta de médicos era decorrência direta dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. Enfim, muitos médicos simplesmente não aceitam trabalhar nestas condições.

Desde o início do processo reivindicatório, em outubro de 2010, o SIMEPAR e os médicos em todos os momentos buscaram a negociação, sempre com o objetivo de proporcionar condições dignas de trabalho aos profissionais e um atendimento de qualidade à  população. A categoria decidiu pela greve por duas vezes e, suspendeu ambas as paralisações ao vislumbrar possibilidades de avanço e de negociação.

Há poucos dias, a Secretaria Municipal de Saúde, reconhecendo que o sistema de contratação dos médicos através da terceirização estava insustentável por diversos motivos, propôs a contratação dos médicos através de uma fundação municipal, possibilidade que o Sindicato dos Médicos considera um grande avanço no sentido de corrigir as distorções e melhorar a gestão da saúde no atendimento a urgência e emergência.

Por tudo isso, a direção do SIMEPAR considera que as declarações do prefeito foram equivocadas e confia no respeito dos gestores municipais pelos profissionais médicos. Se existem falhas no exercício profissional, os empregadores devem aplicar as sanções cabíveis em cada caso, sempre observando o código de ética médica e a legislação vigente. Culpar todos pelas possíveis falhas de alguns é injusto e não contribui para o bom relacionamento entre gestores e profissionais da saúde.”

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