Por Esmael Morais

Moralização de araque na Assembleia Legislativa do Paraná

Publicado em 10/10/2011

Rossoni diz que o acordo não representa recuo na tentativa de moralizar! a Casa. Temos feito sessões com 50 dos 54 deputados estaduais presentes ao plenário. Acho que é um avanço significativo!, afirma. No último mês an!­!­tes do anúncio do corte de salários, houve 23 faltas não justificadas dos deputados. Acho que é importante. Pode haver algum secretário de Estado na região do deputado e ele ter interesse de ir acompanhar!, diz Rossoni.

O presidente da Assembleia decidiu em abril que cada falta dos deputados reduziria o pagamento do mês em um dia. Como o salário de um parlamentar está em R$ 20 mil, a falta diminui R$ 650 do pagamento. Em setembro, ao abonar as 24 faltas, a As!­!­sembleia teve custo extra de R$ 16 mil.

Líder da oposição, o deputado àŠnio Verri (PT) afirma que o acordo foi necessário para que o corte de salários fosse implementado. Houve muita resistência e havia pressão, inclusive, para que fosse possível abonar mais faltas por mês. Acabamos chegando a esse acordo, que considero positivo!, diz Verri.

Para o deputado Ademar Traiano (PSDB) que, como líder do governo, também participou do acordo, a bonificação de uma falta por mês é justa. à‰ possível que o deputado não consiga chegar ao plenário em razão de um atraso do voo saindo de sua cidade, por exemplo. à€s vezes há imprevistos!, afirma.

De acordo com o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é nítido que houve um recuo em relação à  cobrança da assiduidade parlamentar. Não se espera que os deputados estabeleçam privilégios para eles mesmos!, afirma o professor, lembrando que trabalhadores co!­!­muns não têm direito ao benefício de faltas não justificadas.