Governo do Paraná gastou R$ 14,9 mi em viagens neste ano

via blog da Joice Hasselmann

O governo do Paraná gastou 14 milhões e novecentos mil reais em viagens de servidores e autoridades, de janeiro a agosto deste ano. Foram feitos 66 deslocamentos nesse período. Só a viagem para a Europa, há cerca de dois meses, consumiu 100 mil reais dos cofres do Estado. Esse tour, que foi uma missão comercial para atrair investimentos, segundo o Palácio das Araucárias, durou duas semanas.

As passagens dos três integrantes do governo custaram R$ 50 mil. Além do governador Beto Richa, viajaram o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, e o assessor especial Fábio Dal!­azem. A diária paga pelo estado, que cobre hospedagem e alimentação, é de R$ 982 por dia, para cada um.

Assim, durante a viagem de 15 dias, cada um dos integrantes do governo teve di!­!­!­reito a pouco mais de R$ 14 mil com hotéis e restaurantes. Além das despesas do governo, três representantes da Assembleia foram na comitiva: o presidente, Valdir Rossoni (PSDB); o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB); e o diretor de Comunicação, Hudson José. Foram mais quase cem mil reais dos cofres das Assembleia, que também são abastecidos pelo bolso do contribuinte.

A oposição no Legislativo pretende analisar todas as despesas com viagens, para saber o que elas trouxeram efetivamente de benefícios para o Estado. O petista Elton Welter explica que a bancada pode fazer pedidos de informação e conferir as publicações de deslocamentos nos diários oficiais. Já o governo aponta que, apesar do montante de quase 15 milhões, o gasto este ano foi menor que em 2010. Segundo o Palácio das Araucárias, no ano passado, na gestão do PMDB, foram registradas 88 viagens de janeiro a agosto. De lá pra cá, as despesas foram reduzidas em mais de 30%.

Em 2010, o governo gastou 21 milhões e quatrocentos mil com passagens e diárias. De acordo com o secretário estadual da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, a redução se deve ao maior controle na liberação das viagens e também na prestação de contas. A liberação depende de prévia autorização da despesa, feita pelo secretário de Estado ao qual o servidor está subordinado, ou pelo diretor-geral. Também é necessária justificativa prévia e detalhada feita pelo sistema da Central de Viagens. Atualmente há 20 mil servidores que precisam viajar a trabalho e que possuem o cartão corporativo. O valor das viagens é fixo, e serve para cobrir custos de alimentação e hospedagem.

O cartão corporativo é bloqueado em estabelecimentos que ofereçam outros tipos de serviços, por isso não é possível usá-lo, por exemplo, numa farmácia ou numa loja de roupas.

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