Caso Derosso: um passo para frente e dois para trás. E o desrespeito chega primeiro

do Blog Lado B

João Cláudio Derosso (PSDB).

Em uma semana avança, na outra retrocede!¦ dois passos!

A investigação do Caso Derosso na Câmara Municipal de Curitiba só funciona por força da martelada da Justiça. Na semana passada, os depoentes que integraram a Comissão Especial de Licitação da Casa, responsável pelos contratos publicitários com fartos indícios de irregularidades, só foram ouvidos em sessão aberta porque a bancada de oposição, por meio da assessoria jurídica prestada pelo escritório de advocacia do ex-vereador André Passos, aprovou um mandado de segurança para que isso acontecesse.

A imprensa também cumpre seu papel de fiscalizar e de denunciar, mas a esmagadora maioria dos vereadores, que é base de sustentação do prefeito Luciano Ducci (PPS) e do próprio presidente do Legislativo, João Cláudio Derosso (PSDB), faz pouco caso. Quer vencer a pressão popular pelo cansaço. Esta semana, o pedido absurdo de arquivamento de uma das representações contra Derosso foi a gota d”água.

Ontem, na reunião do Conselho de à‰tica, o que se viu foi um bate-boca entre o presidente da Femotiba, Edson Feltrin, e o Pastor Valdemir Soares (PRB) nos corredores da Câmara Municipal. Feltrin gritava para o vereador tomar vergonha na cara! e queria exorcizar! os seus interesses no arquivamento da representação contra Derosso. Na CPI, o presidente Emérson Prado (PSDB) não preside coisa alguma, faltou à  última reunião, se antecipando à  fuga dos acusados que não foram depor, quando deveria abrir a reunião, comunicar as justificativas de falta dos acusados e encerrar os trabalhos. O eleitor curitibano tem sua parcela de culpa por essa situação vergonhosa? Tem porque elegeu essa representação. Mas não merecia tamanho desrespeito. Estão, como se diz por aí, tirando com a nossa cara!.

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