Oposição vai pedir a cassação de Derosso

Professora Josete (PT).

Os vereadores de oposição deverão pedir a cassação do mandato de João Cláudio Derosso (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Curitiba, no pedido de vistas que fizeram ao relatório da Comissão de à‰tica.

Os oposicionistas consideram que a recomendação de afastamento por 90 dias ao tucano, feita pelo relator Jorge Yamawaki, se aprovada, seria uma espécie de “licença-prêmio”. A punição seria baseada no fato de que Derosso omitiu que mantinha um relacionamento com Cláudia Queiroz, atual esposa dele.

Segundo a vereadora petista Professora Josete, a esposa do presidente da Câmara não poderia ter participado de licitação e assinado contrato de publicidade porque era funcionária da Casa. Ela também argumenta que não foi indicado gestor para acompanhar a execução dos contratos com as empresas Oficina da Notícia e Visão.

Outro aspecto que intriga a parlamentar: o extrato previa 12 meses de prestação de serviços e o edital e os contratos, 24 meses.

Se ao considerar apenas uma das três irregularidades que temos apontado o relator apontou para a segunda punição mais grave prevista no Código de à‰tica (afastamento por 90 dias), ao serem incluídos as outras três, certamente é possível indicar para a punição mais grave, ou seja, a cassação!, defende Professora Josete.

2 Comentários

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  1. Aos incautos que ainda acreditam em Comissão de Ética, CPI, Comissão Processante ou o que for, nossos
    pêsames. Nada acontecerá pois está tudo dominado e na mão do investigado. Essa decisão do Conselho de Ética é coisa para inglês ver pois permite uma série de chicanas regimentais no sentido de ir postergando a besta até chegar as eleições. Essa nossa Câmara Municipal sempre foi (com as honrosas excessões de praxe) um covil de malandros e espertalhões. Talvez, pelos últimos acontecimentos, deva-se um voto de confiança a uns dois ou no máximo três vereadores pois o resto já demonstrou de que lado estão. Se o MP quiser pegar basta ver a evolução patrimonial de muito dêles ou de suas parentadas nesses últimos anos. A prosperidade fixou, há muito tempo, residência por lá. Até quando?

  2. Um erro não justifica outros. Mas como foi mesmo o comportamento da Câmara Federal diante do caso Jaqueline Roriz?