Oposição pode deixar a CPI da pizza

A oposição na Câmara Municipal sentiu um forte cheiro de pizza! na escolha do presidente e do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai investigar o presidente da Câmara, João Cláudio Derosso (PSDB).

Ontem, a comissão que é composta por maioria simpática ao tucano presidente da Câmara, escolheu o vereador Emerson Prado (PSDB) presidente da CPI e Denilson Pires (DEM) o relator, ambos aliados de Derosso.

Diante dos fortes indícios de que a investigação acabe em pizza, os vereadores da oposição na Casa ameaçam deixar a CPI do Derosso e criar uma CPI paralela.

O líder da oposição na Câmara, Algaci Túlio (PMDB), por exemplo, defende que o grupo faça uma investigação a parte por não acreditar que a CPI dos amigos do Derosso traga resultados satisfatórios para a população.

Para o petista Pedro Paulo, se os trabalhos da CPI não avançarem e se não houver seriedade na apuração, a oposição deve deixar a CPI.

Paulo Salamuni, do PV, afirma que a escolha do presidente e relator ligados a Derosso coloca os trabalhos da Comissão sob suspeitas.

O presidente da CPI, Emerson Prado, foi indiciado pela polícia, em 2009, por dirigir embriagado pelas vias públicas da capital.

Já o relator, Denílson Pires, no ano passado, foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, da Polícia Civil (GAECO), por envolvimento em um esquema de fraudes no Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (SINDIMOC). Na ocasião, o vereador foi acusado de apropriação indébita e formação de quadrilha.

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