4 de setembro de 2011
por Esmael Morais
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Mídia e oposição viram a redução dos juros como um crime do BC

Política e política econômica

por Marcos Coimbra*, via Correio Braziliense

Foi com surpresa que o mercado reagiu à  decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,5%, na reunião do Comitê de Política Monetária realizada na quarta-feira. Na grande imprensa, mais que surpresa, houve estupefação. Parece que todos tinham absoluta certeza de que a taxa seria mantida em 12,5% até, pelo menos, a reunião marcada para setembro.

Não foi a primeira vez e, certamente, não será a última que o mercado aposta em uma coisa e acontece outra. Faz parte de sua natureza tentar antecipar eventos futuros, para obter o melhor resultado possível. Por mais competentes que sejam seus analistas, no entanto, isso não funciona em 100% dos casos. Iria longe quem procurasse contabilizar as situações em que foram incapazes de adivinhar o que ia ocorrer.

Aliás, nos bancos e consultorias, ninguém deve ter sido demitido por não ter conseguido imaginar que o BC traria a taxa de 12,5% para 12%. Ou que o fizesse agora e não daqui a um mês. Se a decisão representasse uma mudança extraordinária, não detectada pelos profissionais, talvez rolassem cabeças. Do jeito que foi, nenhum incompetente precisou ser mandado embora.

Na imprensa, a decisão foi tratada quase como se o BC tivesse cometido um crime. Ao noticiá-la, os jornais paulistas e cariocas usaram expressões normalmente reservadas à s páginas policiais: “BC alega crise …”, “Por mais que tente se explicar….”, “BC tenta justificar…”. Não é assim que se fala de alguém flagrado em atitude suspeita?

O curioso nas reações da mídia é que elas parecem dizer que só existe uma maneira de fazer política econômica. Que ela a conhece e o governo não. Que, em Brasília, todos são cegos.

à‰ no primeiro ano de escola que se aprende não existirem certezas na política econômica.

O bê-á-bá da economia ensina que ela, como todas as políticas públicas, é um exercício de escolhas. Ninguém Leia mais

4 de setembro de 2011
por Esmael Morais
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Com Gleisi na Casa Civil, ritmo de repasses federais ao Paraná aumenta neste ano

por Rosana Félix, via Gazeta do Povo

Apesar do contingenciamento de recursos da União neste ano, a execução de programas federais no Paraná está em ritmo mais acelerado do que na maioria dos outros estados. Considerando as ações patrocinadas com dinheiro destinado tanto pelo governo federal como pela bancada parlamentar !“ repasses previstos inicialmente pelo Planalto no projeto de lei do orçamento e que receberam emendas no Congresso !“, o valor pago entre janeiro e agosto já representa 88% de tudo o que o Paraná recebeu em 2010 da União. A média nacional é de 62%.

O desempenho pode ser atribuído a um conjunto de fatores, dentre os quais a ascensão da senadora Gleisi Hoffmann à  Casa Civil !“ o ministério mais importante do governo federal. Mas o peso de Gleisi na destinação de recursos federais para o estado não é unanimidade entre as fontes consultadas pela Gazeta do Povo, que ponderam que uma parte importante do dinheiro é executada independentemente da vontade política.

2!º no ranking

Para a execução de programas no Paraná que têm o patrocínio tanto da União como do Congresso, as chamadas ações funcionais!, o governo federal já pagou R$ 1,66 bilhão neste ano. Em todo o ano passado, foi quitado R$ 1,89 bilhão. Esses são valores efetivamente pagos !“ isto é, já passaram pela fase de empenho e liquidação. Comparando com os outros estados, o resultado do Paraná só não foi melhor do que o do Maranhão, cuja execução atingiu 89% de tudo o que havia sido pago em 2010. Os repasses totais da União para o Paraná neste ano são de R$ 2,5 bilhões !“ incluídos o custeio da máquina pública, salários e aposentadorias de servidores.

Os números chamam a atenção em um cenário de corte de gastos e de bloqueio das emendas parlamentares puras! !“ aquelas individuais, definidas exclusivamente pelos deputados e senadores e sem relação direta com projetos do Planalto. Essas andam em ritmo reduzido em todo o Brasil e têm gerado rebeliões na base governista. As emendas de bancada também foram freadas pela presidente Dilma Rousseff.

Estratégia

O coordenador da bancada paranaense no Congresso, o deputado Fernando Giacobo (PR), diz que os números são fruto de um trabalho conjunto dos parlamentares e dos governos federal e estadual. Estamos fazendo um trabalho mais técnico do que político. Em vez de trabalhar em cima de emendas que dificilmente iriam sair, buscamos aquelas que têm execução mais viável, principalmente as de saúde e educação!, afirma.

Além disso, diz Giacobo, a posse de Gleisi na Casa Civil foi favorável ao Paraná. A ajuda de Gleisi é fundamental. A força dela no Planalto é muito grand Leia mais