Por Esmael Morais

Luciano Ducci enfrenta agenda negativa! crescente

Publicado em 29/08/2011

por Ivan Santos, via Bem Paraná

Prefeito Ducci quer distância do aliado Derosso. Foto: Denis Ferreira Neto.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, o prefeito Luciano Ducci (PSB) acumula cada vez mais uma extensa agenda negativa! tanto na área política, quanto na administrativa, que ameaça complicar seu projeto de conquistar mais um mandato nas urnas. No cargo desde abril de 2010, Ducci praticamente não passa um mês sem notícias de problemas em sua gestão, elevando a impressão de estar sempre correndo atrás do prejuízo!. A mais recente delas foi a informação de que cobradores e motoristas do transporte coletivo da Capital estariam sendo multados por razões como atrasos motivados pelo trânsito cada vez mais congestionado, ou simplesmente por tentarem se proteger do frio. A exemplo do que já vem acontecendo com frequência, a péssima repercussão da notícia obrigou Ducci a vir a público para tentar se explicar e prometer reverter a situação.

No plano político, Ducci enfrenta a maior crise de sua base parlamentar, com a onda de denúncias envolvendo a gestão do presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), até então apontado como o nome mais provável para candidato a vice na chapa do atual prefeito. A lista de problemas enfrentados pelo atual prefeito, porém, vem crescendo exponencialmente, evidenciando o esgotamento de um modelo administrativo.

Conhecida até pouco tempo como modelo de planejamento, a Capital paranaense sofre um processo de deterioração em várias frentes que se reflete no trânsito caótico, na perda de qualidade do transporte coletivo, onde os atrasos e a superlotação se somam à  ocorrência cada vez mais frequente de acidentes. Enquanto número de usuários do sistema cai, a cidade hoje ostenta o título de capital brasileira com a maior proporção de veículos por habitante.

A confiabilidade do sistema de monitoramento do trânsito foi posta em xeque depois que denúncias veiculadas nacionalmente pelo programa Fantástico da Rede Globo, em março, levantaram suspeitas de superfaturamento em licitações para contratos de operação de radares e manipulação de multas. Ducci tentou responder determinando a suspensão do contrato com a Consilux, com o pagamento de uma vultosa indenização de R$ 7,6 milhões a empresa, ao mesmo tempo em que agia para impedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara para investigar o caso. A suspensão do contrato, porém, foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas, colocando o prefeito sob o risco de responder por improbidade administrativa por conta da medida.

A segurança pública é outro setor em que Ducci coleciona más notícias, a começar pelo crescimento vertiginoso da criminalidade e da violência na Capital do Estado. Demandas como a falta de vagas em creches públicas seguem sem solução, com atraso em obras e descumprimento de metas estabelecidas pela própria prefeitura.

Obras como a da Linha Verde sofrem críticas generalizadas, seja pelo atraso nas mesmas, com aumento do custo inicialmente previsto, bem como pela falta de trincheiras que provocaria congestionamentos constantes, colocando sob dúvida a eficácia do planejamento da administração municipal. Práticas arraigadas de gestão, como o frequente prorrogação de contratos através de aditivos, sem licitação, começam a ser alvo de questionamentos. Problemas crônicos como a destinação e tratamento do lixo continuam sem solução definitiva, emperrados em meio à  burocracia e a falta de eficiência e planejamento da máquina administrativa.