Deputados do Paraná violam votação secreta para provar obediência ao governo

* Parlamentares fotografaram voto com o celular na cabine de votação

Na eleição que a Assembleia Legislativa do Paraná realizou hoje (5) para a escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a votação seria secreta, como antecipadamente anunciou a direção da Casa. Seria, mas na prática não foi.

Este blog teve a confirmação de que vários parlamentares fotografaram com seus celulares o voto na cabine para provar ao Palácio das Araucárias que foram submissos, ou seja, que votaram no procurador(censurador)-geral Ivan Bonilha, o Cesurinha, como haviam combinado.

Um desses deputados que fotografaram o próprio voto mostrava-o orgulhosamente para vários colegas em plenário da Assembleia. Alertado de que o inusitado gesto poderia dar M…! danada, segundo relatou ao blog um parlamentar, o digníssimo imediatamente recolheu o aparelho ao bolso da calça.

A votação ocorreu somente na tarde de hoje, mas ontem mesmo o resultado já era fartamente divulgado pelos blogs paranaenses. Publicou-se que Censurinha faria 35 votos. Fez 34 porque uma das excelências conseguiu errar o voto na cédula, anulando-o.

O primeiro que alertou para esse fato foi o advogado Tarso Cabral Violin, no Blog do Tarso, na noite desta terça. O advogado-blogueiro era um dos postulantes à  vaga no TCE, no entanto, competiu de forma desigual com Censurinha.

O deputado Augustinho Zucchi (PDT) também deve estar sentindo-se enganado pelo cabresto eletrônico. Competiu sem condições de igualdade, sem a possibilidade de conferir a promessa de votos que recebeu de seus pares. A mesma infelicidade não teve Censurinha.

Nas eleições de 2010, por exemplo, não era permitido o uso do celular na cabine de votação. Justamente para evitar o moderno cabresto.

A votação secreta foi violada na Assembleia. Isso é fato. Ficará por isso mesmo? Não teria que invalidar a votação e reiniciar um novo processo de escolha, sem cabrestagem?

Com a palavra os dezesseis candidatos derrotados, o Ministério Público e os renomados juristas.

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