* Escola Zacarias se levanta contra a “dualidade administrativa”

Richa faz propaganda de creches no interior, mas faltam vagas em Curitiba.
Mas que diabo é essa “dualidade administrativa?”. Ora, trata-se um eufemismo para a falta de vagas na rede municipal de educação de Curitiba. O município, tal qual um carrapato, quer utilizar a estrutura das escolas estaduais para atender uma demanda cada vez maior pelo ensino fundamental – que é de inteira responsabilidade da prefeitura administrada pelo PSDB.
A prefeitura da capital não quer construir novas escolas para abrigar alunos do ensino fundamental, que constitucionalmente é de responsabilidade do município há mais de 20 anos.
Na tradicional escola Conselheiro Zacarias, no bairro Alto da Glória, por exemplo, a comunidade escolar está resistindo à “dualidade administrativa”. No ano passado a instituição de ensino emprestou ao município de Curitiba quatro salas de aula. Neste ano, a SEED determinou que todas as salas de aula no turno da tarde sejam cedidas à prefeitura. O quiprocó é grande.
Outras dez escolas também estariam sujeitas ao empréstimo ao “prefeitaço” Beto Richa (PSDB). São elas: Dona Carola, D. Pedro I, Gelvira Pacheco, Professora Maria Heloisa Casseli, Professora Maria Nicolas, Nossa senhora da Salete, República Oriental do Uruguai, Manoel Ribas, Segismundo Falarz e Professor Elysio Vianna.
Segundo Requião, que se manifestou contrário à “dualidade administrativa”, o prefeito Beto Richa prefere gastar em publicidade a construir escolas municipais.
O governador afirmou em várias oportunidades que a construção de uma escola custa em média R$ 2,5 milhões. Portanto, ele recomendou que o prefeito de Curitiba priorize a educação ao invés da propaganda. “O governo do Paraná tem feito nada de propaganda e construindo muitas escolas”, comparou.
Paralelamente, é bom frisar, o prefeito tucano tem feito propaganda desnecessária de Curitiba nos jornais do interior paranaense. Neste ano eleitoral, a Secretaria Municipal de Comunicação Social teve a verba publicitária aumentada em 13%. A administração de Beto Richa pretende gastar R$ 28,2 milhões. Esse dinheiro daria para construir, em 2010, as onze escolas que faltam ao município.



quadrilha é quadrilha. assim como a quadrilha tucana faz das suas, a quadrilha requianista também. esse caso da dualidade administrativa é um exemplo. outro bom exemplo é a falta de vagas nas escolas estaduais para o ensino médio. muitos estudantes parananenses ficam a ver navios simplesmente porque o governo do estado prefere fechar escolas ao invés de abrir novas. é muito triste ver como os governos, desculpe, quadrilhas, tratam a educação. talvez uma nova quadrilha que não seja ligada ao grupo de requião nem ao grupo richa, nem a nenhum outro grupo da política tradicional possa fazer um pouco mais desviando um pouco menos. essa é a única esperança que nos resta.
hehehe..o blog ainda não percebeu que assim que o Beto assumir o governo do estado em janeiro de 2011, isso vai ocorrer naturalmente….Uma idéia ótima, que será colocada em prática de qualquer forma…porque perder um ano pra isso……boas práticas tem que ser usadas e não apenas lembradas e endeusadas…
A culpada é a Ana Lucia e toda sua familia que esta na SEED desde o governo Lerner, e continua com as mesmas praticas.
o sandro tem cargo na CMCS?
Não Lucas…eu só não sou cego…nada mais….
Esmael, final de feira é assim mesmo!!! Agora, os nepotes e os estamentos precisam achar um outro lugar para continuar a mamar nas tetas gordas do erário. Deste modo, o estado fica em segundo plano. Agora a prioridade deles é conseguir mandatos…tipo: “salve-se quem puder”
.A SEED é brincadeira. Só tem lernista começa com o tal de Ricardo Bezerra. Se eu fosse o Pessutão faria uma homenagem ao velho Elias Abrao e nomearia do Altevir Andrade (Vico) ele era la do sapecado, pessoa competentee de confiança.
Se atualize nobre “broqelulateiro” isso é um problema de todos os paises em desenvolvimento. Acorda rapaz.
O QUE NÓS PAIS DE ALUNOS, TANTO DA REDE ESTADUAL COMO MUNICIPAL, PODEMOS FAZER?
HÁ ALGUMA FORMA DE REVERTER ESTE QUADRO?
ESTE É UM ANO POLÍTICO,TEMOS QUE FAZER VALER NOSSO VOTO OU PELO MENOS COBRAR DE QUEM VOTAMOS…
Agradeço o apoio do Claiton Siqueira, de Arapoti SDE vai denunciar Abrinq por formação de cartel
nov 12
A quem interessa a dualidade administrativa?
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Na educação pública, estamos à mercê de um grave problema chamado dualidade administrativa. Nada mais é do que uma escola estadual compartilhar seu espaço para resolver a falta de vagas em escolas municipais. É o que se pretende em Curitiba e chamou atenção de professores de 11 escolas estaduais.
Trecho do meu artigo “A quem interessa a dualidade administrativa?”. Leia a sua íntegra abaixo.
A quem interessa a dualidade administrativa?
Na educação pública, estamos à mercê de um grave problema chamado dualidade administrativa. Nada mais é do que uma escola estadual compartilhar seu espaço para resolver a falta de vagas em escolas municipais. É o que se pretende em Curitiba e chamou atenção de professores de 11 escolas estaduais.
Essa cessão de uso é legal e tem como principal objetivo ampliar o acesso entre as 1ª a 4ª séries – nível de ensino de responsabilidade dos municípios. Esse é o princípio e o Governo do Paraná compartilha do espaço de escolas até que as prefeituras construam seus próprios estabelecimentos de ensino e resolvam de vez esta situação.
Atento a esse problema e até a falta de recursos das prefeituras, o Governo do Estado, por seu turno, está financiando – 70% a fundo perdido e 30% de contrapartida – nada menos do que 100 escolas municipais através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – a Sedu.
Hoje, uma escola padrão de entre oito e 12 salas de aulas e dependências – refeitório, banheiros, setores administrativos, biblioteca, quadra coberta – pode custar R$ 2,5 milhões. No entanto, há recursos e as prefeituras devem procurar a Sedu.
Evitar a dualidade é importante. Não só do ponto de vista de gestão escolar – estudantes de seis a 20 anos num mesmo espaço, horários diferenciados de entrada, intervalo e saída de aulas, uso de comuns de cantinas, refeitórios, pátios e banheiros -, mas principalmente porque a proposta da Secretaria Estadual de Educação é ampliar o acesso ao ensino médio e melhorar, cada vez mais, a qualidade da educação oferecida no ensino fundamental – de 5ª a 8ª séries.
Como disse, estou tratando deste problema porque foi procurado por um grupo de professores estaduais preocupados que a dualidade se amplie em 11 escolas estaduais em Curitiba: Conselheiro Zacarias, Dona Carola, Dom Pedro I, Gelvira Pacheco, Professora Maria Heloisa Casseli, Professora Maria Nicolas, Nossa Senhora da Salete, República Oriental do Uruguai, Manoel Ribas, Segismundo Falarz e Professor Elysio Vianna.
Notadamente, argumentam os professores, essas escolas estão em bairros bem urbanizados, típicos de classe média, e que a falta de escolas de 1ª a 4ª séries está mais para os bairros mais periféricos. “Por que e para quem serve administrar um prédio já bem administrado, sem salas ociosas?”, questionam os professores.
Em seguida, arrematam: “podemos considerar que se o interesse é atender a comunidade porque não construir mais creches e escolas nos bairros afastados onde é sempre tão necessário”.
Cabe esclarecer que não se quer negar a responsabilidade do Governo do Estado em atender a comunidade. Fosse isto, não teria construído e não estaria construindo escolas em municípios afastados onde as prefeituras não têm condições de atender sua demanda.
Trata-se de mais uma vez questionar para que, e a quem interessa “compartilhar” prédios, recém reformados, bem localizados com uma prefeitura que não consegue ainda oferecer todas as creches e escolas necessárias as comunidades que mais precisam?
E finalmente: como é possível para escolas que não têm salas ociosas parar de receber matrículas, ampliar as vagas e manter a qualidade do ensino em condições adversas como as pretendidas? Devemos e vamos ficar atentos…
Extraido do Blog de João Arruda
Na educação pública, estamos à mercê de um grave problema chamado dualidade administrativa. Nada mais é do que uma escola estadual compartilhar seu espaço para resolver a falta de vagas em escolas municipais. É o que se pretende em Curitiba e chamou atenção de professores de 11 escolas estaduais.
A quem interessa a dualidade administrativa?
Na educação pública, estamos à mercê de um grave problema chamado dualidade administrativa. Nada mais é do que uma escola estadual compartilhar seu espaço para resolver a falta de vagas em escolas municipais. É o que se pretende em Curitiba e chamou atenção de professores de 11 escolas estaduais.
Essa cessão de uso é legal e tem como principal objetivo ampliar o acesso entre as 1ª a 4ª séries – nível de ensino de responsabilidade dos municípios. Esse é o princípio e o Governo do Paraná compartilha do espaço de escolas até que as prefeituras construam seus próprios estabelecimentos de ensino e resolvam de vez esta situação.
Atento a esse problema e até a falta de recursos das prefeituras, o Governo do Estado, por seu turno, está financiando – 70% a fundo perdido e 30% de contrapartida – nada menos do que 100 escolas municipais através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – a Sedu.
Hoje, uma escola padrão de entre oito e 12 salas de aulas e dependências – refeitório, banheiros, setores administrativos, biblioteca, quadra coberta – pode custar R$ 2,5 milhões. No entanto, há recursos e as prefeituras devem procurar a Sedu.
Evitar a dualidade é importante. Não só do ponto de vista de gestão escolar – estudantes de seis a 20 anos num mesmo espaço, horários diferenciados de entrada, intervalo e saída de aulas, uso de comuns de cantinas, refeitórios, pátios e banheiros -, mas principalmente porque a proposta da Secretaria Estadual de Educação é ampliar o acesso ao ensino médio e melhorar, cada vez mais, a qualidade da educação oferecida no ensino fundamental – de 5ª a 8ª séries.
Como disse, estou tratando deste problema porque foi procurado por um grupo de professores estaduais preocupados que a dualidade se amplie em 11 escolas estaduais em Curitiba: Conselheiro Zacarias, Dona Carola, Dom Pedro I, Gelvira Pacheco, Professora Maria Heloisa Casseli, Professora Maria Nicolas, Nossa Senhora da Salete, República Oriental do Uruguai, Manoel Ribas, Segismundo Falarz e Professor Elysio Vianna.
Notadamente, argumentam os professores, essas escolas estão em bairros bem urbanizados, típicos de classe média, e que a falta de escolas de 1ª a 4ª séries está mais para os bairros mais periféricos. “Por que e para quem serve administrar um prédio já bem administrado, sem salas ociosas?”, questionam os professores.
Em seguida, arrematam: “podemos considerar que se o interesse é atender a comunidade porque não construir mais creches e escolas nos bairros afastados onde é sempre tão necessário”.
Cabe esclarecer que não se quer negar a responsabilidade do Governo do Estado em atender a comunidade. Fosse isto, não teria construído e não estaria construindo escolas em municípios afastados onde as prefeituras não têm condições de atender sua demanda.
Trata-se de mais uma vez questionar para que, e a quem interessa “compartilhar” prédios, recém reformados, bem localizados com uma prefeitura que não consegue ainda oferecer todas as creches e escolas necessárias as comunidades que mais precisam?
E finalmente: como é possível para escolas que não têm salas ociosas parar de receber matrículas, ampliar as vagas e manter a qualidade do ensino em condições adversas como as pretendidas? Devemos e vamos ficar atentos…
Extraido do Blog de João Arruda