* A empresa tem problemas judiciais em vários municípios

Vice-prefeito José Joaquim.
O atual contrato com a SP Alimentos vence em 28 de outubro próximo.
A empresa SP havia trucado em cima da prefeitura alegando que o erário público devia a ela R$ 2,5 milhões relativos à falta do reajuste inflacionário previsto no contrato, que deveria ser feito anualmente.
A prefeitura, preocupada com a merenda da meninada, então, em contrapartida, anunciou que o município vai perdoar R$ 500 mil de multas devido ao não cumprimento do contrato pela empresa.
“Neste encontro de contas, o município ganhou. A SP também se comprometeu a não dar prosseguimento na Justiça dos questionamentos da licitação”, enxergou o secretário.
A prefeitura informa que o processo de contratação de empresas fornecedoras de alimentos segue trâmite normal.
Relações perigosas
A SP Alimentos que fornece merenda escolar para Londrina é a mesma que fornece ao município de Colombo, na região metropolitana de Curitiba.
O prefeito de Colombo, J. Camargo, do PSC, está sendo investigado por suposto superfaturamento no preço da merenda.
Segundo denúncias que chegaram ao Ministério Público Federal, a prefeitura da região metropolitana teria comprado em 2008 lotes de feijão a R$ 7,50 o quilo – o que seria o feijão mais caro do mundo.
No mercado varejista, por exemplo, na época, o kg do mesmo feijão saia no máximo por R$ 3.
Em Londrina, a SP Alimentos tinha contrato com o escritório de contabilidade do vice-prefeito José Joaquim Ribeiro, do PSC.
Em comum com J. Camargo, de Colombo, José Joaquim Ribeiro tem a filiação no PSC.


