Bolsonaro incendeia o país, diz capa de jornal suíço

Para o jornal suíço Le Courrier (O Correio), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) literalmente meteu fogo no Brasil.

A publicação descreve que a amazônia arde lentamente em chamas, que os incêndios florestais começaram novamente nesta estação seca.

“Este é o efeito Bolsonaro e Covid-19”, afirma o jornal de Genebra, na Suíça.

A reportagem revela que o Instituto Nacional Francês de Pesquisas Espaciais documentou mais de 10.136 incêndios durante os primeiros dez dias de agosto.

“Como se os brasileiros não estivessem tossindo o suficiente por causa da Covid-19, os incêndios florestais começaram novamente neste verão”, diz o Le Courrier, referindo à estação mais quente no hemisfério norte.

De acordo com o jornal suíço, é o pior começo de temporada em agosto em uma década.

Economia

“Os incêndios estão devorando a Amazônia com mais voracidade do que no ano passado, o que chocou o planeta com suas imagens espetaculares de árvores carbonizadas e cidades como São Paulo sufocando em fumaça”, relata.

Enfim, Jair Bolsonaro está bastante “famoso” na Europa. Aliás, quando o presidente brasileiro irá visitar o Velho Mundo?

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Risco de estouro na bolha imobiliária no mercado de escritórios

Há o risco de estourar uma bolha imobiliária ainda este ano de 2020, mas não na magnitude daquela explosão ocorrida em 2008. Segundo o jornal britânico Financial Times, a crise atual foi potencializada com o fechamento de escritórios de corporações e com as pessoas trabalhando em casa em virtude da pandemia da Covid-19.

O FT lembra que diversas empresas pediram a falência nesse período, citando Brooks Brothers, Neiman Marcus e Debenhams, dentre outras gigantes ao redor do mundo, o que contribui para o aumento da oferta de imóveis comerciais.

Além do home office, o trabalho em casa ou móvel, o jornal britânico afirma que o aluguel atrasado está na casa dos bilhões de dólares. Tal situação seria agravada pelo aumento das vendas online, o “Efeito Amazon”, segundo a publicação.

Embora o Financial Times trate das realidades no Reino Unido e nos Estados Unidos, não é muito diferente da do Brasil.

Em várias capitais brasileiras se vê prédios inteiros às moscas e funcionários de escritórios de advocacia, clínicas médicas e de estética, de contabilidade e sedes de startups etc. sendo fechadas. Tudo em nome do trabalho remoto, da proteção contra o vírus e da comodidade da compra e venda eletrônicas.

No país do futebol ainda tem um agravante com requintes de crueldade: o governo estimula a redução de salário, a demissão e a precarização da mão de obra. Coisa para julgamento futuro em um tribunal internacional…

A tese inicial é de que os colapsos das propriedades levam ao colapso o sistema bancário porque esses subestimaram o potencial da crise na queda do preço dos imóveis.

Evidentemente que a forma de financiamentos tanto no Reino Unido quanto nos EUA são diferentes dos praticados no Brasil. Lá se pratica mais a modalidade hipotecária, mas no mercado globalizado um espirro pode se converter rapidamente num “coronavírus” financeiro.

“As agências de classificação de crédito esperam que as taxas gerais de inadimplência se aproximem dos mesmos níveis que foram alcançados na crise financeira de 2008 no final do ano”, destaca o jornal.

O FT deixa a dica já nas primeiras linhas do primeiro parágrafo quando diz que a britânica Marks and Spencer, que anunciou 7 mil cortes de empregos no início desta semana, tem estado ocupada fechando lojas, assim como inúmeros outros varejistas.”

A Marks and Spencer é uma espécie de “Lojas Americanas” do Reino Unido, que atua no ramo varejista em 30 países.

Ou seja, a crise em um setor desencadeia crise em outro setor provocando o “efeito dominó” para a economia e para os empregos, que viraram artigo de luxo no Brasil (são cerca de 80 milhões de desempregados no país, 50% da população economicamente ativa).

Fica a dica. Vem aí o estouro da bolha imobiliária no mercado de escritórios.