Águas de Lula, Promessa de Vida

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em sua coluna desta segunda-feira (20), acerca da transposição do rio São Francisco, que leva água para o sertão nordestino, afirma que “Lula regou as vidas secas dos deserdados da terra com alimento, educação, saúde, luz, água, oportunidades e direitos”. Ela esteve neste domingo (19) ao lado do ex-presidente no município de Monteiro, Paraíba, na inauguração da obra do século.

Águas de Lula, Promessa de Vida

Gleisi Hoffmann*

Lula, como muitos brasileiros, veio de uma terra seca.

Seca não apenas de água. Árida em educação e saúde. Seca de empregos e de oportunidades. Uma terra que não dava nada para a legião de pobres que a habitavam. Seca de vida. Uma terra dura, na qual as árvores dos sonhos e das esperanças sucumbiam de fome e sede.

Como estrangeiros em sua própria terra, essa legião de deserdados apenas sobrevivia como desse e como Deus quisesse, em meio à indiferença do Estado e das velhas e novas oligarquias. As vidas secas eram regadas somente por lágrimas.

Poucos superavam aquilo que Gandhi denominava de “a pior forma de violência”: a pobreza. Não a pobreza digna, que dá apenas o suficiente. Mas a miséria que massacra a dimensão humana com toneladas de necessidades insatisfeitas. A miséria que animaliza e mata. A miséria que desidrata os corações.

Lula foi um desses poucos. Superou seca, miséria, ditadura, preconceitos e o ódio de classe.

Devia ter morrido antes dos cinco anos, mas sobreviveu. Devia ter ficado quieto durante a ditadura militar, mas se converteu no principal líder contra a opressão e pela democracia. Não devia ter se candidatado, mas se candidatou quantas vezes foi necessário. Candidato, não devia ter sido eleito, mas foi. Eleito tinha de ter fracassado, mas fez o melhor governo da história do Brasil.

E fez o melhor governo da história não porque vislumbrou estratégias complexas. Fez o melhor governo da história porque realizou algo simples: governou para todos. Incluiu os pobres no orçamento. Fez deles solução para os históricos problemas econômicos do Brasil. Claro como água.

Tirou 32 milhões de brasileiras e brasileiros da miséria. Colocou 42 milhões de cidadãs e cidadãos na nova classe média, ou nova classe trabalhadora. Gerou, junto com Dilma, 23 milhões de novos empregos com carteira assinada. Pôs comida no prato dos famintos, com o Bolsa Família. Levou luz a quem vivia na escuridão, com o Luz para Todos. Levou educação a quem tinha sede de conhecimentos, com as cotas, o Prouni, a multiplicação das escolas técnicas e das universidades. Junto com Dilma, levou saúde aos doentes com o Mais Médicos e o fortalecimento do SUS.

E também levou água para o sertão com a transposição do São Francisco, umas das maiores obras da engenharia nacional, sonho concebido em meados do século XIX, mas que só saiu do papel por decisão e empenho pessoal de Lula.

Assim, Lula regou as vidas secas dos deserdados da terra com alimento, educação, saúde, luz, água, oportunidades e direitos.

Mas a grande revolução de Lula foi a revolução da esperança. Lula mostrou que outro Brasil é possível. Mostrou que o Brasil árido e feio da desigualdade pode e deve ser substituído por um Brasil generoso e úmido de igualdade e desenvolvimento para todos.

A grande revolução de Lula foi ter regado os corações e as mentes do povo com dignidade e esperança. Foi ter transformado antigos párias sociais em cidadãos plenos, que sonham alto e exigem mais direitos; não menos. Nunca menos. Nunca mais menos.

Esses bravos corações percebem que o golpe quer ressecar de novo as suas vidas. Percebem a seca de escrúpulos daqueles que querem roubar seus direitos previdenciários e trabalhistas e o mérito de Lula e Dilma nas obras da Transposição. Percebem a pequenez do ódio e da inveja daqueles que perseguem o maior presidente da história. Percebem as mentiras e os enganos dos mercadores da pátria.

Percebem que Lula é o oposto do ódio medíocre e corrupto que só destrói e vende o país.

Percebem o que os golpistas nunca perceberam: que a principal obra de Lula está fundada em amor na alma esperançosa e generosa do povo simples e belo do Brasil.

Em Monteiro, Paraíba, cidade em que o Velho Chico chegou pela primeira vez, Lula esteve presente como uma nova esperança.

Esteve presente nas mãos calejadas dos agricultores que poderão plantar. Nos vincos dos rostos dos que lutam sem cansaço. No olhar confiante e corajoso das mães que querem um futuro melhor para seus filhos. O mesmo olhar da Dona Marisa. Esteve presente, sobretudo, no sorriso fácil das crianças que vão construir o sonho de Lula. O sonho do Brasil para todos, com democracia, desenvolvimento e justiça.

Em Monteiro, Paraíba, as águas de março fecham o verão árido e destrutivo do golpe.

Foi o evento político mais emocionante da minha vida! Lindo ver o encontro de Lula com o povo e com as águas.

Águas de Lula.

É promessa de vida em nossos corações.

*Gleisi Hoffmann (PT-PR) é líder do partido no Senado.

3 Comentários

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  1. que nojo,
    cruz credo

  2. Transcrevo belo e poético texto da nossa guerreira no senado, sem perder a ternura jamais: Gleisi Hoffmann.

    “Lula, como muitos brasileiros, veio de uma terra seca.

    Seca não apenas de água. Árida em educação e saúde. Seca de empregos e de oportunidades. Uma terra que não dava nada para a legião de pobres que a habitavam. Seca de vida. Uma terra dura, na qual as árvores dos sonhos e das esperanças sucumbiam de fome e sede”.

  3. Parabéns, sen. Gleisi, concordo plenamente, o ex. presidente LULA, é a prova e a esperança de que o Brasil é um país, que pode sonhar em ser uma grande nação. Orgulho dos guerreiros do Brasil.