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Site do “O Diário” de Maringá retira polêmica postagem sobre tamanho do “bilau” de vereadores

A procuradoria legislativa da Câmara Municipal de Maringá, Noroeste do estado, solicitou ao “O Diário” que retirasse uma postagem polêmica publicada no blog hospedado no site do jornal que fazia referência ao tamanho do “bilau” de vereadores.

Em tom sarcástico, o “Blog de Maringá” publicou que “o vereador Luiz do Postinho (PRP), inspirado em uma lei federal, apresentará nas próximas sessões da Câmara uma série de medidas contra o inverno rigoroso. Entre as propostas, está a colocação de pinças em todos os banheiros masculinos de Maringá.”

Temos de levar em conta que Maringá é uma cidade com forte colonização japonesa. Por medidas de higiene e saúde, a pinça vai ajudar a população masculina na hora de urinar!, teria declarado o autor do projeto.

Em ofício ao “O Diário”, a Câmara entendeu que a postagem humorística continha teor racista porque o presidente da Casa, Mário Hossokawa (PMDB), é de origem nipônica.

Eu tenho uma leve descendência africana, não quero assustar as nobres vereadoras, mas voto a favor [do projeto]!, teria se defendido o vereador Mario Verri (PT), segundo o blog.

1 Comentário

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  1. A respeito de postagem supostamente satírica postada e já retirada do ar do site de O Diário de Maringá a respeito de dimensões genitais apesar de não considerar discriminatório julgo no mínimo constrangedor este tipo de abordagem pois passei por uma situação semelhante quando caminhava na companhia da minha família (filhos então com 14, 12 e 10anos) andando pelo calçadão de Curitiba.
    Na ocasião um daqueles palhaços que ali fazem ponto fizeram-nos uma abordagem nesta mesma temática com gritos histriônicos, provocando risos de todos quantos viram e ouviram, causando mal estar, constrangimento e desconforto a mim e a meus filhos.
    O fato aconteceu há 4 anos e embora eu tenha registrado por telefone meu protesto na PMC, até hoje não tive resposta.
    Discriminação étnica eu senti e sinto em diversas ocasiões como por exemplo nas mídias onde raramente o oriental é citado como parte da composição deste país multi-étnico.
    Na infância ouvi diversas vezes “japonês, calabrês foi o diabo que te fez”, em muitas delas entoadas por provavelmente descendentes de italianos sem perceber que ele mesmo estava sendo vítima tal o quadro de diferenciação aplicado ao oriental. ( a quadra foi composta inspirada na II Guerra Mundial).
    Modernamente a isso se poderia chamar de “bullyng”.
    É, os tempos mudaram.
    Até passeatas GLTBS são realizadas com boa aceitação pela sociedade. Creio portanto que o conhecimento da genitália masculina de descendentes de orientais e africanos (ambos citados na postagem original) deva também ser entendida e respeitada porquanto evetualmente possa ter sido penoso e doloroso o investimento feito lá atrás pelos que assim concluiram a respeito do tamanho da genitália.