Pinhais é território livre do analfabetismo

Alunos e professores se preparam para formatura em Pinhais.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE revela que no Brasil ainda pouco mais de 7% da população acima dos 15 anos é analfabeta. Em Pinhais, os números são muito mais satisfatórios. Apesar do crescimento populacional, hoje, a taxa de analfabetismo no município é de 3,4%, bem menor do que em 2000, quando o IBGE registrou taxa de 5,84% de pessoas que não sabiam ler e escrever.

Com este novo resultado, Pinhais passou a ser reconhecido pelo Ministério da Educação – MEC como “território livre” do analfabetismo. A secretária municipal de Educação, Rosa Maria de Jesus Colombo comemorou os dados do IBGE e destacou as ações que o município tem desenvolvido para combater o analfabetismo em Pinhais.

“Por meio de diversas mobilizações conseguimos ampliar expressivamente a participação dos alunos nas aulas do EJA (Educação de Jovens e Adultos)”, contou.

Na última sexta-feira, inclusive, mais uma turma do EJA se formou. Nesta etapa, 50 alunos conseguiram concluir o curso. Um deles é o manobrista Francisco Antonio Oliveira Franco. Aos 57 anos de idade, Francisco resolveu voltar aos estudos no ano passado e agora está radiante com a oportunidade de seguir em frente.

“Comecei na primeira série e agora não quero parar mais. Minha família está muito orgulhosa de mim”, comentou.

O aluno Francisco também reconhece que seu sucesso na escola é proveniente a estrutura que o município oferece, principalmente, na qualidade dos profissionais educadores.

“Só tenho a agradecer a Escola Maria Chalkoski, boa merenda, bons colegas, excelentes professores”, completou.

Uma de suas professoras, a Solange Martins Kuss disse que o esforço dos alunos é o que surpreende.

“Estas pessoas são guerreiras, passam por muitas dificuldades, enfrentam todas as barreiras e demonstram muita força de vontade”, acrescentou.

2 Comentários

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  1. Fico em parte feliz pelos dados, no entanto, preocupada com a qualidade da nossa educação, pois na era FHC os números dos alfabetizados cresceu muito, pois tinhamos metas internacionais (BID) para serem cumpridas como contrapartida a recursos, mas infelizmente a qualidade não acompanhou. O contato que tenho com os jovens em diversas instituições e realidades sociais demonstra que eles terminam o ensino médio e chegam ao curso superior, mas não sabem entender textos, interpretá-los, desconhecem o significado das palavras. Em síntese, um horror!