Para André Vargas, ministro Jobim está ‘se achando’

da Folha.com

André Vargas.

O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), criticou nesta quarta-feira a declaração do ministro Nelson Jobim (Defesa) à  TV Folha afirmando que votou em José Serra (PSDB) na eleição de 2010. O tucano foi o principal adversário da então candidata Dilma Rousseff (PT).

Vargas ironizou Jobim e disse que ele deve estar se sentindo a “última bolacha do pacotinho”. “Para dar uma declaração destas JOBIM deve se achar a ultima bolacha do pacotinho. Deve achar que não há outro Ministro de Defesa POSSàVEL (sic)”, afirmou o petista em seu perfil no microblog Twitter.

Já o deputado do PMDB Eduardo Cunha (RJ) ironizou o assunto, dizendo, também em sua página no Twitter, que “descobriram o grande segredo da política brasileira: Jobim votou no Serra e não na Dilma”.

E continuou: “Daqui a pouco vão descobrir que o Aécio votou na Dilma e não no Serra.rsrs”. “Aliás tinha um frase ótima já dita por Tancredo Neves:Voto secreto da uma vontade danada de trair.rsrsrsrs.”

Segundo assessores, Dilma foi informada sobre a entrevista de Jobim, mas ainda não teria feito comentários.

Na entrevista, Jobim, que comandava a pasta desde o governo Lula, afirmou à  presidente sabia de sua preferência pelo tucano. Depois de se eleger e de convidá-lo para o ministério, a petista não teria mais tocado no assunto.

Além de revelar o voto em Serra, Jobim disse que o tucano teria tomado as mesmas atitudes de Dilma se tivesse vencido a eleição e fosse confrontado com escândalos como os que derrubaram os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes).

2 Comentários

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  1. Os bunda-moles do PT não têm peito pra demitir esse xarope…

  2. Realmente os altos dirigentes da República estão revelando seus pensamentos políticos, pós-eleitorais. Na semana passada até a presidente Dilma Rousseff (PT) surpreendeu explicando sua boa convivência com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): “Tem gente que fica estarrecida com essa convivência, já que temos pensamentos políticos diferentes. Exatamente por isso é que as pessoas devem conversar. O governante, o político, não pode ficar limitado ao pensamento do seu grupo. Eu defendo a convivência dos contrários. Há pessoas muito agradáveis e inteligentes no governo e na oposição. Acho que, não só pelo prazer da boa prosa, mas, como presidente da República, tenho o dever de conversar com os diversos pensamentos da sociedade. Eu não sou presidente de um partido ou de uma coligação partidária, eu sou presidente da República”. Acho que FHC foi péssimo para o país, mas seguindo com esta determinação Dilma mostra que pode ser muito melhor do que Lula.