Temer ainda luta para indicar Pessuti no Banco do Brasil

do Valor Econômico

Futuro de Pessuti ainda incerto.

Para não ficar sem um correligionário no Banco do Brasil, o PMDB movimenta-se para retomar a indicação de Orlando Pessuti para o banco. Como Pessuti milita no meio rural, a tendência é que o partido tente colocá-lo na vice-presidência de agronegócios. Mas a vaga também é pretendida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que pressiona para indicar nomes técnicos, e pelo PT, para um apadrinhado seu.

Pessuti foi fundamental no acordo fechado entre o PT e o PMDB paranaenses. A chapa tinha Osmar Dias (PDT) como candidato ao governo estadual e a petista Gleisi Hoffmann (PT) para o Senado. Dias perdeu a disputa, mas Gleisi conseguiu ser eleita.

No começo da gestão Dilma, Pessuti enfrentava resistências do antecessor, Roberto Requião. Mas depois que Requião votou contra o reajuste do salário mínimo para R$ 545, perdeu todas as condições de vetar correligionários.

Antes da mudança no quadro de nomeações, Pessuti era nome forte para a presidência da Conab. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a vaga era da cota do atual vice-presidente, Michel Temer. O presidente da autarquia era Wagner Rossi. Com a ida de Rossi para o Ministério da Agricultura, o PTB assumiu a Conab, indicando Alexandre Magno de Aguiar.

O Planalto concorda com o pleito do PMDB de retomar a presidência da Conab. Seria uma saída para acabar com as pressões do partido no BB. Mas quem não aceita essa solução é o PTB, mais precisamente o líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO).

Jovair vai se reunir hoje com o chefe de Casa Civil, ministro Antonio Palocci e depois encontra-se com o vice-presidente, Michel Temer. As negociações envolvem ainda o líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN).

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