No meu retorno, tudo como dantes no quartel d’Abrantes

Charge de Tiago Recchia.

Depois de um exílio forçado, voltei ontem à  noite ao batente. Achavam que a eliminação física de meu blog iria melhorar as coisas na Assembleia e no governo. Eu mesmo quase acreditei nessa ladainha. Ledo engano.

Na Idade Média, os senhores feudais tinham como hábito eliminar os mensageiros antes que chegassem as más notícias de derrotas militares ou de eventos contrários ao status quo.

Digo isto porque, na minha ausência, parece que as coisas até pioraram na província. Ou seja: eu não fabrico as crises, elas existem e são reais, queiram ou não.

Jornais, rádios, blogs, sites e redes sociais na internet fervilham desde ontem acerca do agravamento da crise na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

O Supremo Tribunal Federal (STF) reabriu o caso “Gafanhotos”, que envolve 72 deputados e ex-deputados; parlamentar afirma que fraudaram o painel eletrônico de votação na ALEP; a mesa diretora da Assembleia gastava combustível suficiente para dar 9 (nove) voltas ao mundo; etc.

No meu retorno à  blogosfera continua tudo como dantes no quartel d’Abrantes. Até parece que piorou.

Teria uma caveira de burro enterrada no Centro Cívico?

O filósofo Tiririca, na campanha, dizia que “pior que tá não fica”. Já estou duvidando do ilustre deputado federal paulista.

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