Dois anos depois, prefeito do PDT assume em Mamborê (PR)

por Paula Barbosa Ocanha, via Folha de Londrina

As últimas eleições municipais ocorreram há mais de dois anos, em outubro de 2008, mas tem prefeito do Paraná que só está tomando posse do cargo agora. Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato que ficou em primeiro lugar nas eleições de Mamborê (Centro-Oeste), Ricardo Radomski (PDT), será empossado hoje, à s 13 horas, no Fórum Eleitoral da cidade.

Na época, Radomski teve sua candidatura impugnada e foi impedido de assumir a prefeitura. Na ocasião o segundo colocado das eleições, Henrique Sanches Salla (PMDB), assumiu a administração municipal. Radomski, então, recorreu ao TSE.

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Radomski teve sua candidatura impugnada porque, quando foi prefeito da cidade entre 1997 e 2000, deixou ”restos a pagar” na Prefeitura, tendo as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara de Vereadores da cidade.

”Quando ele era prefeito não existia a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), então fomos pegos de surpresa. Mas não houve nenhum prejuízo para o município”, explicou o advogado dele, Aislan Miguel Tibúrcio.

”Além disso, a dívida, de cerca de R$ 400 mil, foi feita para arrumar os estragos de uma chuva de pedras que prejudicou várias casas do município, no final da gestão de Radomski”, complementa. Segundo o acórdão n !º 634/07, do Tribunal Pleno, o valor exato da dívida é de R$ 511.527,02.

Mesmo com as contas reprovadas, Radomski conseguiu registrar sua candidatura de prefeito para as eleições de 2008, por conta de um recurso na Justiça Eleitoral, mas só teve a diplomação reconhecida pelo TSE na última terça-feira, quando o ministro Ricardo Lewandowski julgou o processo de impugnação extinto e ordenou sua posse imediata à  Prefeitura de Mamborê.

”Quem entrou com o processo de impugnação foi o PP, partido de um dos cinco candidatos na eleição, mas quem deveria ter entrado era toda a coligação. Por esse motivo, o processo foi extinto pelo TSE, então os votos que ele fez na eleição são válidos, e ele tem que assumir a cadeira”, explicou Tibúrcio.

O primeiro colocado nas eleições afirmou que ficou ‘emocionado’ com a decisão dos magistrados.

”Sempre tive esperança de voltar ao cargo, porque não cometi nenhum crime”, ressaltou Radomski.

”A cidade recebeu muito bem a notícia. Eu venci a eleição e todos estavam ansiosos para que eu voltasse a administrar o município. Ainda vou concorrer à  reeleição, e fazer um ótimo trabalho”, finalizou.

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